E eu me lembro que cheguei a acreditar, tola, isso não existe. Como diria Cássia Eller: "Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era para sempre sem saber que o para sempre, sempre acaba."
A incompatibilidade de gêneros causa brigas, inconformidades e o fim. E o que você pode fazer se pensam diferente?
Em nossa vida inteira buscamos quem nos aceite, quem nos quer por perto, quem nos acha bonita até doente e de moletom, e você verá que essas pequenas coisas te faz se sentir leve, solta, bem. E por mais que isso não seja a totalidade do amor, você vai aprender grandes sentimentos, que ele sozinho não consegue, mas que esse carinho e convivência conseguem te fazer amar. Acredito que buscamos o errado em todo tempo, buscamos o amor, e talvez devêssemos parar.
Alguém perfeito me achava linda até com dengue, mas isso não bastou para mim, e eu novamente fiquei aqui sozinha, buscando algo que eu não vou ter.
Mas a gente não manda nos sentimentos. E eu decidi, que sentimento é uma palavra que não estará mais presente no meu vocabulário.
Eu não to dizendo que a culpa é dos outros, ela é de total minha responsabilidade. Eu não gosto de me sentir sufocada, estar junto toda hora, gosto de liberdade, mas ao mesmo tempo quero carinho. Como alguém normal conseguiria me entender? Não dá. Mas são coisas que não da para explicar.
Um dia me disseram que é porque eu não gosto de verdade, ou então eu amaria esse grude. Mas eu me conheço bem, a 21 anos, e não consigo ser dessas.
Ao mesmo tempo quero uma mão que segure a minha, e no momento quem faz isso é o meu travesseiro. (Pois é, eu tenho um travesseiro de mão) e quem manda a minha mãe me acostumar mal? Fazia isso desde que era criança, e as mãos eram dela. Acho que só me sinto segura assim.
Olha eu falando que não quero mais sentimentos e me derretendo toda falando de travesseiros. Tem base isso? HAHAHAHA
Dou risada comigo mesma.
Eu posso parecer experiente, mulher, mas na verdade não sou nada disso. Sou quase uma criança que precisa de carinho mas não gosta que a mãe fica de drama na frente dos amigos.
Essa incoerência na hora de escrever tem explicação: é a carência de estar longe de casa, eu não sou boa de viver solitariamente. Eu me acostumo com minha casa, o carinho da minha mãe, as conversas bobas com as minhas amigas, o meu pai trazendo salgado, o Lucas com seu jeito distante, o Luan sendo carinhoso, a Helen que me liga toda hora, a tia Lucia sendo super moderna, o Juliano com suas palhaçadas, o Juca levando meu sapato... Quanta coisa e depois eu aqui nesse apartamento enorme, e sozinha, almoçando, vendo tv. Eu prefiro nem ir embora, e não sofrer tudo de novo, mas não consigo.
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A vida é feita de despedidas, de encontros e reencontros, devemos seguir nossa vida e esperar o que de melhor ela preparou para nós. Mas até que eu tenha meu encontro, vou ficar sentindo o Adeus que está em mim.







